28 de abr de 2016

A Revolução dos Bichos em Desenho Animado



"A Revolução dos Bichos" é um filme sob a forma de desenho animado, de 1954, que é baseado na obra literária homônima de George Orwell, publicada em 1945.

Trata-se de uma metáfora da Revolução Russa e crítica ao processo de burocratização realizado pelo bolchevismo e que gerou o capitalismo de estado na Rússia.

As classes sociais são representadas por animais e os porcos representam os burocratas, que vão se tornando cada vez mais parecidos com os seres humanos, que representam a classe capitalista.

Trata-se da substituição de burgueses (classe capitalista) por burocratas (classe burocrática), que passam a compor uma burguesia de Estado que explora o proletariado através da extração de mais-valor, tal como faziam os capitalistas.

Para compreender melhor o processo histórico da Revolução Russa, existe uma bibliografia útil: "Os Bolcheviques e o Controle Operário", de Maurice Brinton; "A Revolução Russa", Maurício Tragtenberg; os textos de Makhaisky, "A Oposição Operária", de Alexandra Kollontai; "A Revolta de Kronstadt", de Henri Arvon, entre outros. Sob forma sintética, é possível consultar esses artigos:

VIANA, Nildo. Rússia 1917: uma sociedade em transformação. Revista Sociologia, Ciência e Vida. Link: http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/Edicoes/14/artigo69704-3.asp

SANTOS, Leonel Luiz. Revolução Russa e Contrarrevolução Bolchevique. Revista Marxismo e Autogestão. Link: http://redelp.net/revistas/index.php/rma/article/view/9dsantos3/307

Assista o filme:


1 de jan de 2014

ESCOLA E AUTORITARISMO NO CINEMA


ESCOLA E AUTORITARISMO

O filme Unidos por um Sonho narra a história de Frits, um menino dinamarquês de família camponesa que estuda numa escola marcada pelo autoritarismo de seu diretor. Um acontecimento marca o início do drama: uma brincadeira faz com que Frits entre no banheiro feminino e o diretor quase arranca – literalmente – sua orelha. A luta do menino, a princípio apoiado por um professor que tinha afinidades valorativas com ele – e dos país, se depara com a burocracia e o sistema de autoproteção daqueles que estão no cume da hierarquia burocrática. O sonho do menino, que se inspirava em Martin Luther King, era a liberdade e justiça e o diretor era o obstáculo, que foi removido no final do filme.

Diretor: Niels Arden Oplev
Título: Unidos por um sonho
País: Dinamarca
Ano: 2006

12 de dez de 2013

Uma Ponte para a Imaginação Infantil


Uma Ponte para a Imaginação Infantil

O filme “Ponte para Terabítia” não é excepcional e nem tem a força de “História sem Fim” ou, muito menos, “Momo e o Senhor do Tempo”, mas vai muito mais além de outra produções, como Coraline e o Mundo Secreto. Em Ponte para Terabítia, a fantasia e a imaginação não são condenadas e sim consideradas parte da realidade infantil, fuga da realidade e força para enfrentá-la simultaneamente, mostrando alguns dilemas que acometem crianças durante certa fase de sua vida. O mundo mágico tem ameaças, assim como o mundo real, e em ambos eles são enfrentados, mas o primeiro serve de “escola” para o segundo. Um filme mais simples e que tem como mérito buscar encontrar no mundo infantil os elementos para sua resistência ao mundo hostil com que se defrontam.
Ficha técnica:
Diretor: Gabor Csupo
Título: Ponte para Terabítia
País: EUA

Ano: 2007

11 de dez de 2013

A IDEALIZAÇÃO MASCULINA DA MULHER


A IDEALIZAÇÃO MASCULINA DA MULHER

A Mulher Invisível é um filme que, sem pretender, mostra os relacionamentos e conflitos amorosos. Isso ocorre através da percepção de um homem sobre o que seria a “mulher ideal” (bonita, gosta de futebol, não é possessiva, etc.), justamente a sua criação imaginária e invisível para os outros. Ela teria afinidades e valores semelhantes e, ao mesmo tempo, possuiria sensualidade e beleza, aderindo aos valores masculinos. Esse é o desejo masculino de uma mulher que viveria em função do homem, o que revela que a imagem de uma mulher ideal só seria adequada sendo feita por um homem ideal, não o idealizado pelas mulheres de hoje e sim de uma sociedade igualmente ideal, igualitária e sem opressão.

Diretor: Cláudio Torres
Título: A Mulher Invisível
País: Brasil
Produção: Conspiração Filmes / Globo Filmes / Warner Bros
Ano: 2009


6 de dez de 2013

Dieta para Engordar...


Dieta para engordar

Super Size Me - A Dieta do Palhaço, coloca em questão hábitos norte-americanos e sua generalização mundial. A obesidade é um reflexo dos fast foods. A grande experiência que Morgan Spurlock mostrou foi a de passar um mês se alimentando apenas no McDonalds e os efeitos negativos sobre sua saúde após esse período. Com a repercussão, a rede fez alterações no seu cardápio, mas os críticos não observaram nenhuma mudança qualitativa. O documentário peca por não aprofundar a razão do predomínio deste regime alimentar (se o fizesse seria uma excelente contribuição para a sociologia) e por focar apenas uma grande empresa ao invés da visão do conjunto. Apesar de ser polêmico e dos pontos questionáveis, é rico em informações e serve de alerta.

Título: Super Size Me – A Dieta do Palhaço.
Direção: Morgan Spurlock
Ano: 2003
País: EUA

Distribuição: Imagem Filmes

4 de dez de 2013

A Corrosão das Vitaminas



VITAMINAS E CORROSÃO DA SAÚDE

Corrosão – Ameaça em seu Corpo, dirigido por Philip Brophy, é uma produção independente australiana parecido ao filme A Coisa. A semelhança consiste em transformar um fenômeno cotidiano - um alimento, uma vitamina - em algo aterrorizador e, ainda, fazer crítica social. A história do uso de uma droga experimental por uma clínica de saúde promove mutação e desenvolvimento de um parasita que atinge até mesmo os seus funcionários. A busca de um corpo musculoso mostra as conseqüências nefastas da corpolatria e seu uso por aqueles que lucram com isso, de forma indiscriminada e independente dos males que pode causar. No filme, o que é proporcionado é a corrosão dos corpos das vítimas.


Título: Corrosão (Body Melt)
Direção: Philip Brophy
País: Austrália
Ano: 1993
Distribuição: Dark Side, Revista Works

http://www.worksdvd.com.br/

1 de dez de 2013

Vício Alimentar Destrutivo: A Coisa



VÍCIO ALIMENTAR DESTRUTIVO

Aparentemente, A Coisa, dirigido por Larry Cohen é apenas mais um filme de terror. Porém, a narração que começa com a descoberta de uma substância gosmenta, de origem extra-terrestre,  em uma mina, que é comercializada e se torna uma mania nacional, é bastante familiar, lembrando diversos produtos alimentícios que se transformaram em vícios para inúmeras pessoas. É uma versão metafórica da realidade. O filme também serve de alerta com relação a proteção do segredo da fórmula, que protege os direitos comerciais dos produtores passando por cima da necessária regularização da indústria alimentícia, o que é de interesse da saúde pública.

Título: A Coisa (The Stuff)
Direção: Larry Cohen
País: EUA
Ano: 1985

Distribuição: Editora NBO

30 de nov de 2013

Esfera artística e Valores

A Esfera Artística cria valores, transformando a arte em valor fundamental. Além disso, também produz representações, tais como a da qualidade da obra de arte ser algo que é definido pelos indivíduos iniciados da Esfera Artística e o que é reproduzido e reforçado pelos setores intelectualizados da sociedade, que querem se passar como "cultos" e pelos críticos e divulgadores em geral. Abaixo um vídeo que aponta para a percepção do valor da obra de arte na mais importante Feria de Arte da Espanha:

video

CAPITALISMO E CINEMA


VIANA, Nildo. Capitalismo e CinemaALCEU - Revista de Comunicação, Cultura e Política. PUC-RJ, v. 14 - n.27 - p. 66 a 76 - jul./dez. 2013.

2 de nov de 2013



Chamada de artigos para o dossiê temático:

GERAÇÕES: juventude e velhice na sociedade moderna
Org.: Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luís Antonio Groppo (UNISAL/SP), Nildo Viana (UFG/GO) e Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO)

A revista SOCIEDADE E CULTURA torna pública a chamada de artigos para o dossiê temático “Gerações: juventude e velhice na sociedade moderna”, organizado pelos profs. Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luís Antonio Groppo (UNISAL/SP), Nildo Viana (UFG/GO), Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO). A publicação é prevista para o v. 17, n. 1, 1º semestre de 2014.
Serão aceitos artigos escritos em português, inglês ou espanhol, que estejam em conformidade com as normas da revista (disponíveis em www.revistas.ufg.br/index.php/fchf), e que digam respeito ao tema proposto pelo/a/s organizador/a/s, assim formulado:

As gerações se encontram entre os temas em evidência na contemporaneidade e o seu conceito comporta múltiplas significações. De acordo com o “olhar” recortado de cada campo de conhecimento ou instituição, elas adquirem contornos que lhes dão conformidade e permitem que sejam identificadas, reconfiguradas, normatizadas, tendo como centralidade temporal os ciclos de vida. Na sociologia, o esforço teórico para apreendê-las como um objeto de investigação tem sido considerável, com destaque para as reflexões teóricas de Karl Mannheim, que de certo modo apresenta à sociologia uma conceituação mais próxima ao conhecimento desse campo científico. Não obstante, do ponto de vista sociológico, o debate teórico e conceitual se encontra em aberto, exigindo atenção e rigor cada vez maior, na medida em que a complexidade da sociedade contemporânea insere novos problemas, tornando mais fluidos os recortes temporais dos ciclos de vida. Esse dossiê se propõe a continuar o salutar debate em curso, a partir de duas fases distintas do processo geracional: a juventude e a velhice. O tema da juventude vem ganhando cada vez mais espaço nas discussões sociológicas. Ao lado da produção mais antiga, novas abordagens e pesquisas passaram a ser realizar, principalmente a partir dos anos 1960 e ganhando novo impulso a partir do início do novo século, o que está relacionado com a mobilização juvenil e estudantil gestada nesse período. As culturas e grupos juvenis, suas lutas e manifestações sociais, suas condições de vida e envolvimento com outros setores da sociedade, tais como escola, meios de comunicação, políticas públicas, são alguns dos temas específicos mais desenvolvidos nessa área. A velhice é a mais recente das gerações a se inserir no campo de investigação sociológica. Sua irrupção resulta da longevidade que tem caracterizado a sociedade contemporânea nas últimas décadas, trazendo à tona a existência social de uma geração até então à margem, e que tem ocupado um espaço crescente na estrutura etária, trazendo novas necessidades e exigindo cuidados próprios de um ciclo de vida que, em si, evoca a preservação dos valores, a memória e a tradição de uma dada sociedade. 

As contribuições devem ser enviadas diretamente para os organizadores, através dos e-mails: nildoviana@ymail.com e freitas@cienciasociais.ufg.br (ou através do portal da revista).
Prazo para o envio: 20 de novembro de 2013.
Além dos artigos para o dossiê, SOCIEDADE E CULTURA também recebe, em fluxo contínuo, outras contribuições: artigos sobre temas diversos, notas de pesquisa, resenhas de livros relevantes nas ciências sociais. Tais textos devem ser enviados aos editores da revista, conforme os meios indicados nas normas para submissão.

Convocatoria de artículos para dossier temático sobre

GENERACIONES: juventud y vejez  en la sociedad moderna
Org.: Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Silva Viana (UFG/GO) e Revalino Antonio de Freitas (UG/GO)

La revista SOCIEDADE E CULTURA torna pública la convocatoria de artículos para el dossier temático “Generaciones: juventud y vejez en la sociedad moderna”, organizado por los profes. Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Viana (UFG/GO) Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO). La publicación está prevista para el volumen  v. 17, n. 1, 1º semestre de 2014.
Serán aceptados artículos escritos en portugués, inglés o español, que estén en conformidad con las normas de la revista (consultar en: www.revistas.ufg.br/index.php/fchf), y que se circunscriban al tema propuesto por los organizadores, así formulado:
Las generaciones se encuentran entre los temas en evidencia en la contemporaneidad y su concepto comporta múltiples significados. Bajo un “mirar” recortado en cada campo del conocimiento o institución, ellas adquieren contornos que les dan conformidad y permiten que sean identificadas, reconfiguradas, normatizadas, teniendo como centralidad temporal los ciclos de la vida. En la sociología, el esfuerzo teórico para aprehenderlas en cuanto objeto de investigación, ha sido considerable, con énfasis para las reflexiones teóricas de Karl Mannheim, que de cierto modo presenta a la sociología una conceptualización más próxima al conocimiento de esa campo científico. Sin embargo, el debate teórico y conceptual se encuentra abierto, exigiendo atención y rigor cada vez mayor, en la medida en la complejidad de la sociedad contemporánea insiere nuevos problemas, tornando más fluidos los recortes temporales de los ciclos de la vida. Este dossier, se propone continuar el saludable debate en curso, a partir de dos fases distintas del proceso generacional: la juventud y la vejez. El tema de la juventud viene ganando cada vez más espacio en las discusiones sociológicas. Al lado de la producción más antigua, nuevos abordajes e investigaciones pasaron a ser realizadas, principalmente a partir de los años 1960 para luego ganar impulso a partir de inicio del nuevo siglo, y que está relacionado con la movilización juvenil gestada en ese periodo. Las culturas y grupos juveniles, sus luchas y manifestaciones sociales, sus condiciones de vida y envolvimiento con otros sectores de la sociedad, tales como la escuela, medios de comunicación políticas públicas, son algunos de los temas específicos más desarrollados en esa área. La vejez es la más reciente de las generaciones a incorporarse en el campo de la investigación sociológica. Su irrupción resulta de la longevidad que ha caracterizado a la sociedad contemporánea en las últimas décadas, tornando visible la existencia de una generación hasta entonces al margen, y que ha ocupado un espacio creciente en la estructura etaria trayendo nuevas necesidades y exigiendo cuidados propios de un ciclo de vida que, en sí, evoca la preservación de los valores, la memoria y la tradición de una dada sociedad.

Las contribuciones deben ser enviadas directamente para los organizadores a través de los e-mails: nildoviana@ymail.com y freitas@cienciassociais.ufg.br. (o a través del sitio http://www.revistas.ufg.br/index.php/fchf)
Plazo para envío: 20 de noviembre de 2013.
Además de los artículos para el dossier, SOCIEDADE E CULTURA también recibe, en flujo continuo, otras contribuciones: artículos sobre diversos temas, notas de investigación, reseñas de libros relevantes en las ciencias sociales. Tales textos deben ser enviados a los editores de la revista, conforme los medios indicados en las normas de edición.




Call for papers for thematic dossier:
GENERATIONS: youth and old age in modern society
Org.: Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Silva Viana (UFG/GO) and Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO)

SOCIEDADE E CULTURA  (CULTURE AND SOCIETY) publicly announces a call for papers for the thematic dossier " Generations: youth and old age in modern society”, organized by the scholars Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Silva Viana (UFG/GO) and Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO)
The v. 17, n. 1, is expected to be released by early 2014.
Articles written in Portuguese, English or Spanish are accepted in conformity with the journal submission guidelines (available in www.revistas.ufg.br/index.php/fchf), in accordance to the theme proposed by the organizers, as follows:
The generations are among the topics highlighted in the contemporaneity and its concept involves multiple meanings. According to the "look" cut off from each field of knowledge or institution, they acquire contours that give them conformity and allow them to be identified, reconfigured, normalized, and having the life cycles as its temporal centrality. In sociology, the theoretical effort to understand it as an object of research has been considerable, with emphasis on the theoretical reflections of Karl Mannheim, which somehow presents to sociology a conceptualization closer to this scientific field. However, from the sociological standpoint this conceptual and theoretical discussion remains open, requiring attention and increasing accuracy, to the extent that the complexity of contemporary society brings new problems, making more fluid the temporal approaches of life cycles. This dossier aims to continue this salutary debate, from two different stages of the generational process: youth and old age. The Youth is gaining more and more space in sociological discussions. Along with the oldest production, new approaches and researches began to be carried out, mainly from the 1960s and gaining new momentum from the beginning of the new century, which is related to youth and student mobilization gestated during this period. Cultures and youth groups, their struggles and social manifestations, their living conditions and involvement with other sectors of society, such as school, media, public policy, are some of the more specific themes developed in this area. Old age is the most recent generation category to enter the field of sociological research. Its irruption is the result of longevity that has characterized contemporary society in recent decades, bringing to the fore the social existence of a generation that had been left, and it has occupied an increasing space in the age structure, bringing new needs and requiring proper care of a lifecycle which itself evokes the preservation of values, memory and tradition of a given society.

Contributions should be sent directly to the organizers via e-mail: nildoviana@ymail.com and freitas@cienciassociais.ufg.br (or at journal’s website http://www.revistas.ufg.br/index.php/fchf)
Deadline for submission: November 20th, 2013.
SOCIEDADE E CULTURA  (CULTURE AND SOCIETY) is an open access, peer-reviewed journal published by Faculdade de Ciências Sociais of the Universidade Federal de Goiás, Brazil.  S&C is published in both print and online versions.
In addition of papers for the dossier, the journal is continuously receiving other contributions: papers on various subjects, research notes, and reviews on relevant books in social sciences.  Papers must be sent to the journal editors according to submission guidelines (see at: www.revistas.ufg.br/index.php/fchf).

15 de out de 2013

Revista Ciências Humanas Online

Revista Ciências Humanas - Estácio de Sá, com textos de Jaciara Reis Veiga, Nildo Viana, André de Melo, Jean Isídio e outros.

http://www.saps.com.br/sites/estacio/downloads/revista/revista08_cienciashumanas.pdf

6 de ago de 2011

A Sociologia do Filme de Dieter Prokop


A SOCIOLOGIA DO FILME DE DIETER PROKOP

Nildo Viana*
Resumo:
O artigo apresenta uma exposição e crítica da sociologia do filme de Dieter Prokop. A partir da idéia de indústria cultural desenvolvida pela Escola de Frankfurt, o sociólogo alemão discute o cinema a partir da idéia de “condições estruturais”, principalmente a indústria cinematográfica, para analisar a história do cinema, e realiza interpretações e análises de filmes. A sua crítica de Kracauer e da escola funcionalista é bem fundamentada. A contribuição de Prokop, no entanto, não está isenta de limites e pontos problemáticos, o que também é analisado, mostrando suas contradições e aspectos questionáveis. Neste sentido, é questionado as bases de sua análise, cujo esquema analítico não consegue perceber as contradições e brechas do capital cinematográfico, o problema de sua conceituação de esfera pública e sua concepção de “consciência de massa”. A sua interpretação de Griffith também é questionada, devido ao fetichismo da técnica e outros problemas.
Palavras-Chave: Capital Cinematográfico, Cinema, Sociologia do Cinema, Prokop.

Abstract:
The article presents a critical exposition and of the sociology of the film of Dieter Prokop. From the idea of cultural industry developed by the School of Frankfurt, the German sociologist argues the cinema from the idea of “structural conditions”, mainly the cinematographic industry, to analyze the history of the cinema, and carries through interpretations and analyses of films. Its critical one of Kracauer and the funcionalista school well is based. The contribution of Prokop, however, is not exempt of problematic limits and points, what also it is analyzed, showing to its contradictions and questionable aspects. In this direction, it is questioned the bases of its analysis, whose analytical project does not obtain to perceive the contradictions and breaches of the cinematographic capital, the problem of its conceptualization of public sphere and its conception of “mass conscience”. Its interpretation of Griffith also is questioned, had to the fetichism of the technique and other problems.
Key-words:  Cinematographic capital, Movie, Sociology of the Movie, Prokop.


*   Professor da Faculdade de Ciências Sociais da UFG – Universidade Federal de Goiás; Doutor em Sociologia pela UnB – Universidade de Brasília; e autor dos livros “A Esfera Artística. Marx, Weber, Bourdieu e a Sociologia da Arte (Porto Alegre, Zouk, 2007); “Os Valores na Sociedade Moderna” (Brasília, Thesaurus, 2007); “O Capitalismo na Era da Acumulação Integral” (São Paulo, Idéias e Letras, 2009); “Como Assistir um Filme?” (Rio de Janeiro, Corifeu, 2009); “A Concepção Materialista da História do Cinema” (Porto Alegre, Asterisco, 2009).
A Sociologia Do Filme de Prokop





Artigo publicado originalmente em:
VIANA, Nildo. A Sociologia do Filme de Dieter Prokop. Ciências Humanas – Revista da Faculdade Estácio de Sá. Goiânia Seses. Vol. 02, n. 05, 08-27, jan./jun. 2011.

11 de jun de 2011

Materialismo Histórico e História do Cinema

Karl Marx, Karl Korsch, Paul Mattick, Anton Pannekoek

MATERIALISMO HISTÓRICO E HISTÓRIA DO CINEMA

Nildo Viana

Resumo

A historiografia tradicional do cinema é descritiva e pouco contribui para um entendimento das mutações do processo de produção dos filmes e dos conteúdos veiculados por eles. Os poucos estudos de orientação marxista sobre o cinema padecem de problemas metodológicos e teóricos devido à influência da teoria do reflexo de Lênin e da estética realista dela derivada. O materialismo histórico assume, portanto, um papel fundamental para ultrapassar tantos os limites da historiografia tradicional do cinema quanto as contribuições pretensamente marxistas nesta área. As categorias de totalidade e determinação fundamental e os conceitos de capitalismo, luta de classes, ideologia, entre outros, são a chave para a produção de uma reconstituição histórica do cinema tendo por base o materialismo histórico.

PALAVRAS-CHAVE-: história do cinema, materialismo histórico, filme, totalidade, ideologia.

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Abstract:

The traditional historiography of the movies is descriptive and little contributes to an understanding of the mutations of the process of production of the films and of the contents transmitted by them. The few studies of Marxist orientation on the movies suffer of methodological and theoretical problems due to influence of the theory of the reflex of Lênin and of her derived realistic aesthetics. The historical materialism assumes, therefore, a fundamental paper to surpass so many the limits of the traditional historiography of the movies as the contributions supposedly Marxists in this area. The totality categories and fundamental determination and the concepts of capitalism, fight of classes, capital accumulation, ideology, among other, they are the key for the production of a rebuilding history of the movies tends for base the historical materialism.

Word-keys: History of the Movies, Historical Materialism, film, totality, Ideology.