Rádio Germinal

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4 de dez. de 2013

A Corrosão das Vitaminas



VITAMINAS E CORROSÃO DA SAÚDE

Corrosão – Ameaça em seu Corpo, dirigido por Philip Brophy, é uma produção independente australiana parecido ao filme A Coisa. A semelhança consiste em transformar um fenômeno cotidiano - um alimento, uma vitamina - em algo aterrorizador e, ainda, fazer crítica social. A história do uso de uma droga experimental por uma clínica de saúde promove mutação e desenvolvimento de um parasita que atinge até mesmo os seus funcionários. A busca de um corpo musculoso mostra as conseqüências nefastas da corpolatria e seu uso por aqueles que lucram com isso, de forma indiscriminada e independente dos males que pode causar. No filme, o que é proporcionado é a corrosão dos corpos das vítimas.


Título: Corrosão (Body Melt)
Direção: Philip Brophy
País: Austrália
Ano: 1993
Distribuição: Dark Side, Revista Works

http://www.worksdvd.com.br/

1 de dez. de 2013

Vício Alimentar Destrutivo: A Coisa



VÍCIO ALIMENTAR DESTRUTIVO

Aparentemente, A Coisa, dirigido por Larry Cohen é apenas mais um filme de terror. Porém, a narração que começa com a descoberta de uma substância gosmenta, de origem extra-terrestre,  em uma mina, que é comercializada e se torna uma mania nacional, é bastante familiar, lembrando diversos produtos alimentícios que se transformaram em vícios para inúmeras pessoas. É uma versão metafórica da realidade. O filme também serve de alerta com relação a proteção do segredo da fórmula, que protege os direitos comerciais dos produtores passando por cima da necessária regularização da indústria alimentícia, o que é de interesse da saúde pública.

Título: A Coisa (The Stuff)
Direção: Larry Cohen
País: EUA
Ano: 1985

Distribuição: Editora NBO

30 de nov. de 2013

Esfera artística e Valores

A Esfera Artística cria valores, transformando a arte em valor fundamental. Além disso, também produz representações, tais como a da qualidade da obra de arte ser algo que é definido pelos indivíduos iniciados da Esfera Artística e o que é reproduzido e reforçado pelos setores intelectualizados da sociedade, que querem se passar como "cultos" e pelos críticos e divulgadores em geral. Abaixo um vídeo que aponta para a percepção do valor da obra de arte na mais importante Feria de Arte da Espanha:


CAPITALISMO E CINEMA


VIANA, Nildo. Capitalismo e CinemaALCEU - Revista de Comunicação, Cultura e Política. PUC-RJ, v. 14 - n.27 - p. 66 a 76 - jul./dez. 2013.

2 de nov. de 2013



Chamada de artigos para o dossiê temático:

GERAÇÕES: juventude e velhice na sociedade moderna
Org.: Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luís Antonio Groppo (UNISAL/SP), Nildo Viana (UFG/GO) e Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO)

A revista SOCIEDADE E CULTURA torna pública a chamada de artigos para o dossiê temático “Gerações: juventude e velhice na sociedade moderna”, organizado pelos profs. Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luís Antonio Groppo (UNISAL/SP), Nildo Viana (UFG/GO), Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO). A publicação é prevista para o v. 17, n. 1, 1º semestre de 2014.
Serão aceitos artigos escritos em português, inglês ou espanhol, que estejam em conformidade com as normas da revista (disponíveis em www.revistas.ufg.br/index.php/fchf), e que digam respeito ao tema proposto pelo/a/s organizador/a/s, assim formulado:

As gerações se encontram entre os temas em evidência na contemporaneidade e o seu conceito comporta múltiplas significações. De acordo com o “olhar” recortado de cada campo de conhecimento ou instituição, elas adquirem contornos que lhes dão conformidade e permitem que sejam identificadas, reconfiguradas, normatizadas, tendo como centralidade temporal os ciclos de vida. Na sociologia, o esforço teórico para apreendê-las como um objeto de investigação tem sido considerável, com destaque para as reflexões teóricas de Karl Mannheim, que de certo modo apresenta à sociologia uma conceituação mais próxima ao conhecimento desse campo científico. Não obstante, do ponto de vista sociológico, o debate teórico e conceitual se encontra em aberto, exigindo atenção e rigor cada vez maior, na medida em que a complexidade da sociedade contemporânea insere novos problemas, tornando mais fluidos os recortes temporais dos ciclos de vida. Esse dossiê se propõe a continuar o salutar debate em curso, a partir de duas fases distintas do processo geracional: a juventude e a velhice. O tema da juventude vem ganhando cada vez mais espaço nas discussões sociológicas. Ao lado da produção mais antiga, novas abordagens e pesquisas passaram a ser realizar, principalmente a partir dos anos 1960 e ganhando novo impulso a partir do início do novo século, o que está relacionado com a mobilização juvenil e estudantil gestada nesse período. As culturas e grupos juvenis, suas lutas e manifestações sociais, suas condições de vida e envolvimento com outros setores da sociedade, tais como escola, meios de comunicação, políticas públicas, são alguns dos temas específicos mais desenvolvidos nessa área. A velhice é a mais recente das gerações a se inserir no campo de investigação sociológica. Sua irrupção resulta da longevidade que tem caracterizado a sociedade contemporânea nas últimas décadas, trazendo à tona a existência social de uma geração até então à margem, e que tem ocupado um espaço crescente na estrutura etária, trazendo novas necessidades e exigindo cuidados próprios de um ciclo de vida que, em si, evoca a preservação dos valores, a memória e a tradição de uma dada sociedade. 

As contribuições devem ser enviadas diretamente para os organizadores, através dos e-mails: nildoviana@ymail.com e freitas@cienciasociais.ufg.br (ou através do portal da revista).
Prazo para o envio: 20 de novembro de 2013.
Além dos artigos para o dossiê, SOCIEDADE E CULTURA também recebe, em fluxo contínuo, outras contribuições: artigos sobre temas diversos, notas de pesquisa, resenhas de livros relevantes nas ciências sociais. Tais textos devem ser enviados aos editores da revista, conforme os meios indicados nas normas para submissão.

Convocatoria de artículos para dossier temático sobre

GENERACIONES: juventud y vejez  en la sociedad moderna
Org.: Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Silva Viana (UFG/GO) e Revalino Antonio de Freitas (UG/GO)

La revista SOCIEDADE E CULTURA torna pública la convocatoria de artículos para el dossier temático “Generaciones: juventud y vejez en la sociedad moderna”, organizado por los profes. Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Viana (UFG/GO) Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO). La publicación está prevista para el volumen  v. 17, n. 1, 1º semestre de 2014.
Serán aceptados artículos escritos en portugués, inglés o español, que estén en conformidad con las normas de la revista (consultar en: www.revistas.ufg.br/index.php/fchf), y que se circunscriban al tema propuesto por los organizadores, así formulado:
Las generaciones se encuentran entre los temas en evidencia en la contemporaneidad y su concepto comporta múltiples significados. Bajo un “mirar” recortado en cada campo del conocimiento o institución, ellas adquieren contornos que les dan conformidad y permiten que sean identificadas, reconfiguradas, normatizadas, teniendo como centralidad temporal los ciclos de la vida. En la sociología, el esfuerzo teórico para aprehenderlas en cuanto objeto de investigación, ha sido considerable, con énfasis para las reflexiones teóricas de Karl Mannheim, que de cierto modo presenta a la sociología una conceptualización más próxima al conocimiento de esa campo científico. Sin embargo, el debate teórico y conceptual se encuentra abierto, exigiendo atención y rigor cada vez mayor, en la medida en la complejidad de la sociedad contemporánea insiere nuevos problemas, tornando más fluidos los recortes temporales de los ciclos de la vida. Este dossier, se propone continuar el saludable debate en curso, a partir de dos fases distintas del proceso generacional: la juventud y la vejez. El tema de la juventud viene ganando cada vez más espacio en las discusiones sociológicas. Al lado de la producción más antigua, nuevos abordajes e investigaciones pasaron a ser realizadas, principalmente a partir de los años 1960 para luego ganar impulso a partir de inicio del nuevo siglo, y que está relacionado con la movilización juvenil gestada en ese periodo. Las culturas y grupos juveniles, sus luchas y manifestaciones sociales, sus condiciones de vida y envolvimiento con otros sectores de la sociedad, tales como la escuela, medios de comunicación políticas públicas, son algunos de los temas específicos más desarrollados en esa área. La vejez es la más reciente de las generaciones a incorporarse en el campo de la investigación sociológica. Su irrupción resulta de la longevidad que ha caracterizado a la sociedad contemporánea en las últimas décadas, tornando visible la existencia de una generación hasta entonces al margen, y que ha ocupado un espacio creciente en la estructura etaria trayendo nuevas necesidades y exigiendo cuidados propios de un ciclo de vida que, en sí, evoca la preservación de los valores, la memoria y la tradición de una dada sociedad.

Las contribuciones deben ser enviadas directamente para los organizadores a través de los e-mails: nildoviana@ymail.com y freitas@cienciassociais.ufg.br. (o a través del sitio http://www.revistas.ufg.br/index.php/fchf)
Plazo para envío: 20 de noviembre de 2013.
Además de los artículos para el dossier, SOCIEDADE E CULTURA también recibe, en flujo continuo, otras contribuciones: artículos sobre diversos temas, notas de investigación, reseñas de libros relevantes en las ciencias sociales. Tales textos deben ser enviados a los editores de la revista, conforme los medios indicados en las normas de edición.




Call for papers for thematic dossier:
GENERATIONS: youth and old age in modern society
Org.: Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Silva Viana (UFG/GO) and Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO)

SOCIEDADE E CULTURA  (CULTURE AND SOCIETY) publicly announces a call for papers for the thematic dossier " Generations: youth and old age in modern society”, organized by the scholars Isolda Belo (FUNDAJ/PE), Luiz Antonio Groppo (Unisal/SP), Nildo Silva Viana (UFG/GO) and Revalino Antonio de Freitas (UFG/GO)
The v. 17, n. 1, is expected to be released by early 2014.
Articles written in Portuguese, English or Spanish are accepted in conformity with the journal submission guidelines (available in www.revistas.ufg.br/index.php/fchf), in accordance to the theme proposed by the organizers, as follows:
The generations are among the topics highlighted in the contemporaneity and its concept involves multiple meanings. According to the "look" cut off from each field of knowledge or institution, they acquire contours that give them conformity and allow them to be identified, reconfigured, normalized, and having the life cycles as its temporal centrality. In sociology, the theoretical effort to understand it as an object of research has been considerable, with emphasis on the theoretical reflections of Karl Mannheim, which somehow presents to sociology a conceptualization closer to this scientific field. However, from the sociological standpoint this conceptual and theoretical discussion remains open, requiring attention and increasing accuracy, to the extent that the complexity of contemporary society brings new problems, making more fluid the temporal approaches of life cycles. This dossier aims to continue this salutary debate, from two different stages of the generational process: youth and old age. The Youth is gaining more and more space in sociological discussions. Along with the oldest production, new approaches and researches began to be carried out, mainly from the 1960s and gaining new momentum from the beginning of the new century, which is related to youth and student mobilization gestated during this period. Cultures and youth groups, their struggles and social manifestations, their living conditions and involvement with other sectors of society, such as school, media, public policy, are some of the more specific themes developed in this area. Old age is the most recent generation category to enter the field of sociological research. Its irruption is the result of longevity that has characterized contemporary society in recent decades, bringing to the fore the social existence of a generation that had been left, and it has occupied an increasing space in the age structure, bringing new needs and requiring proper care of a lifecycle which itself evokes the preservation of values, memory and tradition of a given society.

Contributions should be sent directly to the organizers via e-mail: nildoviana@ymail.com and freitas@cienciassociais.ufg.br (or at journal’s website http://www.revistas.ufg.br/index.php/fchf)
Deadline for submission: November 20th, 2013.
SOCIEDADE E CULTURA  (CULTURE AND SOCIETY) is an open access, peer-reviewed journal published by Faculdade de Ciências Sociais of the Universidade Federal de Goiás, Brazil.  S&C is published in both print and online versions.
In addition of papers for the dossier, the journal is continuously receiving other contributions: papers on various subjects, research notes, and reviews on relevant books in social sciences.  Papers must be sent to the journal editors according to submission guidelines (see at: www.revistas.ufg.br/index.php/fchf).

8 de jul. de 2012

Cinema e Mensagem - Livro sobre análise e assimilação de filmes

Cinema e Mensagem - Livro sobre ínterpretação e assimilação de filmes

Acaba de ser publicado o livro "Cinema e Mensagem - Análise e assimilação", pela editora Asterisco,
de Porto Alegre.

Texto da Orelha:
O que é um filme? Como analisar e interpretar um filme? Como utilizar o filme para meus propósitos sem me preocupar com seu sentido original? Tais perguntas são respondidas no presente livro. A partir de uma definição de filme que o considera uma forma específica de expressão figurativa da realidade, o autor discorre sobre como realizar uma interpretação correta e também como atribuir significados a uma produção fílmica. Defendendo a possibilidade de uma interpretação correta do filme, através da reconstituição do seu significado original, o autor expõe o método dialético e os mecanismos analíticos mais adequados para tal reconstituição. Apresenta, complementarmente, um exemplo de como realizar tal interpretação através da análise do filme O Monstro de Nova York. Ao mesmo tempo, realiza uma distinção entre interpretação correta e atribuição de significados, na qual a suposta interpretação não tem nada a ver com o filme interpretado. Contudo, desde que explicitado que é uma atribuição de significado e não uma análise que busca reconstituir a mensagem do filme, ela pode ser útil para objetivos pedagógicos, políticos, psicanalíticos, entre outros e para exemplificar esse processo trabalha com o filme São Francisco de Assis. Assim, essa obra abre novos caminhos para interpretação e uso dos filmes que é de interesse de sociólogos e cientistas sociais em geral, professores, bem como especialistas em comunicação e até mesmo para os amantes do cinema e produtores cinematográficos.



Para adquirir, visite o site da editora Asterisco:
ou livrarias em sua cidade, ou, ainda, nas livrarias virutais
(Cultura, Saraiva, Loyola, etc.).

Veja mais sobre cinema:

http://cinemamanifestacaosocial.blogspot.com/

6 de ago. de 2011

A Sociologia do Filme de Dieter Prokop


A SOCIOLOGIA DO FILME DE DIETER PROKOP

Nildo Viana*
Resumo:
O artigo apresenta uma exposição e crítica da sociologia do filme de Dieter Prokop. A partir da idéia de indústria cultural desenvolvida pela Escola de Frankfurt, o sociólogo alemão discute o cinema a partir da idéia de “condições estruturais”, principalmente a indústria cinematográfica, para analisar a história do cinema, e realiza interpretações e análises de filmes. A sua crítica de Kracauer e da escola funcionalista é bem fundamentada. A contribuição de Prokop, no entanto, não está isenta de limites e pontos problemáticos, o que também é analisado, mostrando suas contradições e aspectos questionáveis. Neste sentido, é questionado as bases de sua análise, cujo esquema analítico não consegue perceber as contradições e brechas do capital cinematográfico, o problema de sua conceituação de esfera pública e sua concepção de “consciência de massa”. A sua interpretação de Griffith também é questionada, devido ao fetichismo da técnica e outros problemas.
Palavras-Chave: Capital Cinematográfico, Cinema, Sociologia do Cinema, Prokop.

Abstract:
The article presents a critical exposition and of the sociology of the film of Dieter Prokop. From the idea of cultural industry developed by the School of Frankfurt, the German sociologist argues the cinema from the idea of “structural conditions”, mainly the cinematographic industry, to analyze the history of the cinema, and carries through interpretations and analyses of films. Its critical one of Kracauer and the funcionalista school well is based. The contribution of Prokop, however, is not exempt of problematic limits and points, what also it is analyzed, showing to its contradictions and questionable aspects. In this direction, it is questioned the bases of its analysis, whose analytical project does not obtain to perceive the contradictions and breaches of the cinematographic capital, the problem of its conceptualization of public sphere and its conception of “mass conscience”. Its interpretation of Griffith also is questioned, had to the fetichism of the technique and other problems.
Key-words:  Cinematographic capital, Movie, Sociology of the Movie, Prokop.


*   Professor da Faculdade de Ciências Sociais da UFG – Universidade Federal de Goiás; Doutor em Sociologia pela UnB – Universidade de Brasília; e autor dos livros “A Esfera Artística. Marx, Weber, Bourdieu e a Sociologia da Arte (Porto Alegre, Zouk, 2007); “Os Valores na Sociedade Moderna” (Brasília, Thesaurus, 2007); “O Capitalismo na Era da Acumulação Integral” (São Paulo, Idéias e Letras, 2009); “Como Assistir um Filme?” (Rio de Janeiro, Corifeu, 2009); “A Concepção Materialista da História do Cinema” (Porto Alegre, Asterisco, 2009).
A Sociologia Do Filme de Prokop





Artigo publicado originalmente em:
VIANA, Nildo. A Sociologia do Filme de Dieter Prokop. Ciências Humanas – Revista da Faculdade Estácio de Sá. Goiânia Seses. Vol. 02, n. 05, 08-27, jan./jun. 2011.

11 de jun. de 2011

Materialismo Histórico e História do Cinema

Karl Marx, Karl Korsch, Paul Mattick, Anton Pannekoek

MATERIALISMO HISTÓRICO E HISTÓRIA DO CINEMA

Nildo Viana

Resumo

A historiografia tradicional do cinema é descritiva e pouco contribui para um entendimento das mutações do processo de produção dos filmes e dos conteúdos veiculados por eles. Os poucos estudos de orientação marxista sobre o cinema padecem de problemas metodológicos e teóricos devido à influência da teoria do reflexo de Lênin e da estética realista dela derivada. O materialismo histórico assume, portanto, um papel fundamental para ultrapassar tantos os limites da historiografia tradicional do cinema quanto as contribuições pretensamente marxistas nesta área. As categorias de totalidade e determinação fundamental e os conceitos de capitalismo, luta de classes, ideologia, entre outros, são a chave para a produção de uma reconstituição histórica do cinema tendo por base o materialismo histórico.

PALAVRAS-CHAVE-: história do cinema, materialismo histórico, filme, totalidade, ideologia.

Para acessar este artigo, clique aqui.


Abstract:

The traditional historiography of the movies is descriptive and little contributes to an understanding of the mutations of the process of production of the films and of the contents transmitted by them. The few studies of Marxist orientation on the movies suffer of methodological and theoretical problems due to influence of the theory of the reflex of Lênin and of her derived realistic aesthetics. The historical materialism assumes, therefore, a fundamental paper to surpass so many the limits of the traditional historiography of the movies as the contributions supposedly Marxists in this area. The totality categories and fundamental determination and the concepts of capitalism, fight of classes, capital accumulation, ideology, among other, they are the key for the production of a rebuilding history of the movies tends for base the historical materialism.

Word-keys: History of the Movies, Historical Materialism, film, totality, Ideology.

14 de mai. de 2011

II Mostra Cinema e Esportes


II MOSTRA DE CINEMA E ESPORTES19 a 21 de maio
Horário: 14 horas
Local: Museu Antropológico da UFG
Av. Univeristária, n. 1166, Setor Universitário

PROGRAMAÇÃO

19/05 (quinta-feira) - Perseguindo um sonho
Debatedor: Nildo Viana

20/05 (sexta-feira) - O Faixa-preta
Debatedor: Marcel Farias de Souza

21/05 (sábado) - Ping-pong na Mongólia
Debatedor: Cleber Dias

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2 de abr. de 2011

Capitalismo e Cinema

Charles Chaplin, "Tempos Modernos",
a engrenagem capitalista e a subordinação do trabalhador

Capitalismo e Cinema*

Nildo Viana**

A relação entre cinema e capitalismo pode ser observada por vários aspectos. O primeiro aspecto seria a percepção de que o cinema é um produto do capitalismo e isto está ligado ao processo de discussão sobre os meios oligopolistas de comunicação, tal como é destacado por alguns autores[1]. Outro aspecto é como o capitalismo é reproduzido no cinema, ou seja, como os filmes reproduzem as relações sociais do capitalismo, em aspectos mais particulares ou mais amplos. Assim, o capitalismo produz o cinema e o cinema reproduz o capitalismo e, dependendo do que se focaliza, irá se privilegiar o processo social de constituição do cinema e das produções cinematográficas ou a produção fílmica em si. Abordaremos brevemente estes dois aspectos.

O Capital Cinematográfico, ou a Produção Capitalista do Cinema.

A forma de abordar a questão do cinema enquanto um processo de produção cultural sempre remete aos termos “indústria cultural” e “indústria cinematográfica”. Estes termos, no entanto, são problemáticos, pois a idéia de indústria é relativamente “neutra”, focando mais a forma do que os elementos essenciais do processo de produção, que é capitalista. O mais adequado é trabalhar com os conceitos de capital comunicacional (Viana, 2008) e capital cinematográfico (Viana, 2009a). O capital cinematográfico é muito pouco compreendido, assim como a chamada “indústria cultural” em geral. Existem duas concepções da indústria cultural que influenciam a concepção referente ao capital cinematográfico, chamado como “indústria cinematográfica”.
A primeira concepção é apologética, caracterizada por buscar exaltá-la e colocar que ela é expressão do público ou da realidade; a segunda concepção é chamada por alguns de “apocalíptica”, e se caracteriza por considerar a “indústria cultural” como um sistema de dominação ligado aos interesses capitalistas. Ambas as concepções são equivocadas, embora a última esteja mais próxima da realidade.
Sem dúvida, o capital comunicacional reproduz os valores e concepções dominantes e visa o lucro acima de qualquer outra coisa. No entanto, existem contradições no interior dão capital comunicacional. Além dele não poder controlar tudo o tempo todo, ele precisa garantir o lucro. A concepção por detrás da produção cinematográfica tem uma importância menor que a necessidade do lucro. Por isso, o capital comunicacional produz e divulga filmes, obras de arte, livros, etc., que são contrários aos interesses, valores, concepções do capitalismo. Por isso existe a possibilidade de produção crítica no interior do capital comunicacional.
Isto vale também para o capital cinematográfico. Se existe público para filmes críticos, então ela irá produzir tais filmes. Mas os filmes intencionalmente críticos são poucos, pois não existe público tão grande assim para tais produções. Além disso, os cineastas e agentes da produção cinematográfica podem fazer grandes obras utilizando metáforas, sátiras, etc., e não ser percebido pelos dirigentes do capital cinematográfico, que observarão apenas o retorno financeiro da produção (ou, no caso de alguns, apenas seus aspectos técnicos ou a recepção do público). Por último, cabe destacar que muitos produzem filmes que podem ser interpretados como crítica do capitalismo sem que os seus produtores tivessem a menor intenção disto.
Assim, o capital cinematográfico não se esquiva de seguir o modelo capitalista e buscar o lucro, mas suas contradições possibilitam esta produção crítica. Isto é tão verdadeiro que até mesmo o capital cinematográfico é objeto de críticas por parte de filmes, inclusive hollywoodianos. Podemos citar, neste contexto, alguns filmes que realizam tal crítica do capital cinematográfico: Belíssima, Luchino Visconti (Itália, 1951); O Dia do Gafanhoto, de John Schlesinger (EUA, 1975), O Mundo Proibido, Ralph Bakshi (EUA, 1992); Cecil Bem Demente; John Waters (EUA, 2000), e, principalmente, uma das grandes obras do cinema de todos os tempos: O Crepúsculo dos Deuses, Billy Wilder (EUA, 1950), a mais bem feita crítica a Hollywood.

A Reprodução Fílmica do Capitalismo, ou o Capitalismo na Tela

Existem várias formas de reprodução fílmica do capitalismo, isto é, a reprodução do capitalismo através do cinema. Podemos destacar, em primeiro lugar, o filme como reconstituição histórica inintencional, ou seja, o filme, mesmo que seus produtores não tenham a intenção, acaba reconstituindo a história de sua época, ou seja, de determinado momento da sociedade capitalista. Porém, esta reconstituição histórica inintencional é feita sob variadas perspectivas, dependendo da época, agentes de produção e outros elementos envolvidos em determinada produção cinematográfica. Outra forma é o filme que intencionalmente pretende revelar elementos da sociedade capitalista. Este tipo de filme é mais raro e é, geralmente, mais crítico e forte. Os seus agentes de produção tentam expressar as relações sociais na sociedade capitalista e ao fazê-lo, revelam seus problemas, contradições, limitações, conseqüências. Outra forma de mostrar o capitalismo através do cinema é por intermédio da própria história do cinema, isto é, através da sucessão de filmes que assumem determinadas características, valores, posições, que são típicos da época e são determinados pela lógica do desenvolvimento capitalista.
No entanto, uma coisa é a intencionalidade dos agentes de produção do cinema, outra coisa é a interpretação e significação que o público, os críticos e pesquisadores fazem[2]. Um filme produzido por quem não tem a menor intencionalidade crítica ou de abordar o capitalismo pode ser considerado, pelo intérprete, como uma metáfora do capitalismo. A proliferação de filmes de ficção científica que retratam um futuro sombrio, pode ser interpretada como apenas uma manifestação ficcional da realidade atual, isto é, do capitalismo. Isto decorre do fato de que o material (a trama), os elementos constitutivos, a tecnologia e seu processo de produção, e os agentes da produção (o diretor, os roteiristas e toda a equipe de produção) respiram o capitalismo e são produtos do capitalismo, e, assim, o que fazem em matéria de ficção é transportar a realidade da sociedade capitalista para uma outra realidade que é sua reprodução sob outra forma. Até nos filmes históricos, que buscam retratar outras épocas, a marca da sociedade capitalista está presente, embora as roupas estejam fora de moda, as questões de fundo são as da sociedade capitalista ou as da época interpretadas e apresentadas da perspectiva de alguém que vive no capitalismo e não consegue escapar das determinações oriundas disso.
Em síntese, existe uma diversidade de formas de reproduzir o capitalismo no cinema, seja focalizando o processo de trabalho, a vida dos trabalhadores, o desemprego, seja focalizando as instituições, valores, efeitos psíquicos, da sociedade capitalista. É possível uma reprodução da totalidade ou dos aspectos fundamentais do capitalismo, como também de aspectos secundários ou aparentemente desligados de seus elementos mais determinantes.

O Capitalismo no Cinema sob a Forma Naturalizante

O capitalismo pode ser abordado sob várias formas no cinema. A mais comum é a descritiva, isto é, o tipo de produção que apenas reproduz a sociedade existente. Se tal descrição revela os seus problemas sociais, então assume um caráter que pode ser considerado com intenção crítica; caso contrário, se focaliza questões isoladas em si mesmas ou mesmo sem grande relevância social, ou apenas retrata a sociedade burguesa como algo natural, então assume a feição apologética com caráter naturalizante. O caráter descritivo significa que as posições daqueles que fazem a descrição não são explícitas, são ocultadas, de tal forma que aparenta uma neutralidade, o que, na verdade, não existe. Reproduzir a miséria dos trabalhadores em um filme é mera descrição e isto pode ser considerado de diversas formas (mas aqui o problema é da interpretação e não da mensagem enviada), mas os produtores do filme tinham uma intencionalidade, que poderia ser mostrar a situação precária de vida, naturalizar a miséria, denunciar a superexploração.
Em cada uma dessas opções, há uma perspectiva de classe e uma concepção do fenômeno, inclusive posição política, não necessariamente partidária (ligada a partido político, embora isso também ocorra com bastante freqüência). Aqueles que querem denunciar a superexploração dos trabalhadores são os que estão preocupados com o “excesso” e querem que alguém, o governo, por exemplo, tome alguma providência. Já os que, de forma malthusiana, querem naturalizar, querem apenas dizer que a vida é assim mesmo e por isso é preciso ver esta realidade e deixá-la de lado, pois é preciso se preocupar com outras coisas. Os que querem mostrar a situação precária de vida dos trabalhadores, apenas se contentam em dizer que as coisas estão erradas e que talvez seja preciso mais “humanismo”, mais “filantropia”, mais “políticas sociais”. Diferente é um filme que vai além da descrição, que mostra o questionamento, ou seja, um caráter crítico, e aponta para a necessidade e a possibilidade de transformação social. Desta forma, há a descrição pretensamente crítica e a apologética.
Podemos citar como exemplo do primeiro caso os filmes do chamado “neo-realismo italiano”, tal como os filmes de Luchino Visconti (Terra Treme, 1948; Rocco e seus Irmãos, 1960), Roberto Rossellini (Roma, Cidade Aberta, 1945), Vittorio de Sica (Ladrões de Bicicleta, 1948), Giuseppe de Santis (Arroz Amargo, 1948), entre outros. O neo-realismo foi aceito entusiasticamente por diversos setores da intelectualidade e da esquerda, mas posteriormente alguns começaram a perceber as limitações destes filmes, que não ultrapassam a realidade existente, não apontando para uma crítica mais efetiva e para a concepção da possibilidade de transformação social. A perspectiva de classe por detrás desta produção cinematográfica não era proletária e sim ligada às classes auxiliares da burguesia, unindo interesses de setores da produção cinematográfica com setores político-partidários, tal como o PCI – Partido Comunista Italiano.
O segundo tipo de filme é o mais comum e é constante nas grandes produções hollywoodianas, tal como os filmes de ação que pregam a hegemonia mundial norte-americana, bem com outros filmes que naturalizam as relações sociais existentes em nossa sociedade, tal como Love Story, Arthur Hiller (EUA, 1970) ou Wind – A Força dos Ventos, Carroll Ballard (EUA, 1992). O primeiro faz apologia do amor romântico e o torna o centro da vida humana; o segundo coloca a competição (uma das características fundamentais das relações sociais capitalistas e da mentalidade produzida por elas) como centro da história e a vitória como o objetivo fundamental a ser conquistado.
Porém, existem outras formas de reprodução fílmica do capitalismo. Há também os filmes que retratam momentos históricos específicos, tal como os filmes mudos de Serguei Eisenstein (O Encouraçado Potemkim, URSS, 1925; A Greve, URSS, 1924; Outubro, URSS, 1928) e vários outros que surgiram colocando situações sociais sob a forma de ficção ou utilizando acontecimentos históricos como base para a produção cinematográfica[3].

A Crítica do Capitalismo no Cinema

A forma mais importante, no entanto, é aquela que ultrapassa o nível da descrição e deixa explícito o posicionamento dos agentes de produção. É aquela que não é naturalizante e sim crítica. Este é o caso dos filmes produzidos na Alemanha, ainda durante o cinema mudo, principalmente os filmes expressionistas. Destacaríamos, deste período, entre outros, Metrópolis, Fritz Lang, (Alemanha, 1927); Tartufo, F. Murnau (Alemanha, 1926); O Gabinete do Doutor Galigari, Robert Wiene, (Alemanha, 1920), apesar deste último ter seu final e início deformado pelo diretor. Também é o caso do realismo poético francês dos anos 30, tal como os filmes de René Clair (principalmente A Nós a Liberdade, França, 1931) e os de Jean Renoir (principalmente A Regra do Jogo, França, 1936). É claro que o momento histórico e o caráter incipiente do capital cinematográfico da época facilitavam a produção destas obras. Os filmes do cineasta surrealista Luis Buñuel também merecem ser citados neste contexto, tal como Anjo Exterminador (México, 1962), entre outros. Os filmes do Western Spaghetti, de Sérgio Leone, Sérgio Corbucci e Damiani Damiano são outros exemplos. Alguns focalizam a expansão capitalista nos Estados Unidos, mas a maioria toma a Revolução Mexicana e a luta dos trabalhadores contra a tirania dos governos mexicanos.
Há também os filmes de terror de George Romero, tal como A Máscara do Terror (França/Canadá/EUA, 2000) e seus filmes de zumbis e, inclusive, filmes dirigidos por outros cineastas que são hollywoodianos e desprezados por isso, mas focalizam aspectos da sociedade capitalista de forma crítica, tal como A Coisa, Larry Cohen (EUA, 1985) e Corrosão – Ameaça em seu Corpo, Phillip Brophy (Austrália, 1993), entre outros. Inclusive antigos filmes B, como A Pequena Loja dos Horrores, Roger Corman (EUA, 1960) e ainda alguns filmes de ficção científica dos anos 50 sempre colocando os perigos da radioatividade e da ambição capitalista que gera o seu uso indiscriminado. Assim, os filmes de ficção científica, muitas vezes desprezados, tal como os de terror, revelam aspectos essenciais da sociedade capitalista. Vários filmes poderiam ser citados neste sentido como Matrix, Andy e Larry Wachowski (EUA, 1999); Mad Max, George Miller (Austrália, 1979); Rebelião no Século 21, Charles Band (EUA, 1990). Entre os filmes de terror, além dos de George Romero, há os dirigidos por John Carpenter, tal como Eles Vivem (EUA, 1988); Christine – O Carro Assassino (EUA, 1983); Pesadelo Mortal (EUA, 2005), que avançam na crítica do capitalismo e alguns filmes fantásticos, como Momo e o Senhor do Tempo, Johannes Schaaf (Alemanha, 1986), O Fabuloso Mundo de Billy Liar, John Schlesinger (Inglaterra, 1963); Donnie Darko, Richard Kelly (EUA, 2001), poderiam ser citados[4]. Isto quer dizer, em poucas palavras, que não são apenas os filmes “realistas” ou os dramas, que reproduzem a sociedade capitalista ou seus aspectos, ou mesmo que realizam a sua crítica, pois a ficção científica, o terror, o fantástico, o faroeste[5], também o fazem.
Sem dúvida, muitos outros poderiam ser citados, tal como os filmes políticos de Costa-Gravas e de Elia Kazan. Até alguns filmes infantis poderiam ser citados, como Formiguinha Z, Eric Darnell e Tim Johnson (EUA, 1998), História Sem Fim, Wolfgang Petersen (Alemanha, 1988). Também os filmes que abordam instituições e relações sociais específicas do capitalismo, como A Sociedade dos Poetas Mortos, Peter Weir, (EUA, 1989) e Um Estranho no Ninho, Milos Forman (EUA, 1975) no qual se aborda a educação autoritária e o hospício, respectivamente, contribuem com uma concepção do caráter da sociedade moderna. Uma série de filmes recentes aborda questões atuais do capitalismo: Clube da Luta, David Fincher (EUA, 1999), O Show de Truman – O Show da Vida, Peter Weir (EUA, 1998); V de Vingança, James McTeigue (EUA/Inglaterra/Alemanha, 2005), entre outros.
Obviamente que alguns filmes se destacam por reconstituir o capitalismo de forma mais crítica e ampla, tal como é o caso de Momo e o Senhor do Tempo; A Nós a Liberdade; Quando Explode a Vingança, Sérgio Leone (Itália, 1972), entre outros. O filme Momo e o Senhor do Tempo mostra não só como o capitalismo extrai o tempo dos indivíduos até a exaustão, como também como subverte os valores, abole a comunicação entre os seres humanos e corrompe os indivíduos. Já o filme A Nós a Liberdade mostra o caráter destrutivo do trabalho alienado, da prisão e da escola, além também de opor valores antagônicos e outros aspectos da sociedade capitalista.
Em síntese, existe uma diversidade de filmes sobre o capitalismo. Seja focalizando o processo de trabalho, a vida dos trabalhadores, o desemprego, seja focalizando as instituições, valores, efeitos psíquicos, da sociedade capitalista. Há diversos filmes sobre acontecimentos históricos, sobre juventude, sobre meios oligopolistas de comunicação, sobre guerra, sobre destruição psíquica dos indivíduos, sobre meio ambiente, entre inúmeras outras questões sociais importantes em nossa época.
No entanto, apesar disso, a formação cultural e a não-reflexão faz com que muitos filmes não sejam percebidos como realmente são, ou não percebendo o que ele mostra. Isto, em parte, é derivado da forma de assistência contemplativa, mecânica ou formalista que grande parte dos assistentes realiza das obras cinematográficas (Viana, 2009c). Isto é reforçado pelo preconceito e o elitismo cultural de muitos analistas e críticos do cinema. O material fílmico existente traz uma multiplicidade de possibilidades de análise da sociedade capitalista, desde que se supere as formas prejudiciais de assistência, para o caso dos que não são pesquisadores do cinema, ou que se supere as análises limitadas que são produzidas por muitos pesquisadores embasados em concepções ideológicas ou no mero descritivismo pobre, que é dominante. Ou seja, é preciso, no caso da assistência cotidiana, de uma assistência crítica e, no caso de pesquisadores, possuir recursos teórico-metodológicos adequados para realizar a análise fílmica. O capitalismo está no filme, enxerguem ou não aqueles que o assistem.

Referências Bibliográficas

Adorno, T. & Horkheimer, M. Dialética do Esclarecimento. 2ª edição, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1986.
Marques, Edmilson. Para Interpretar as Produções Cinematográficas. In: Viana, Nildo. Cinema e Mensagem – O Significado Original e o Significado Atribuído ao Filme. No prelo, 2011.
Prokop, D. O Papel da Sociologia do Filme no Monopólio Internacional. In: Filho, Ciro M. (org.). Prokop. São Paulo, Ática, 1986.
Santos, Jean I. Cinema e Indústria Cultural. In: Viana, Nildo (org.). Indústria Cultural e Cultura Mercantil. Rio de Janeiro, Corifeu, 2008.
Souza, Erisvaldo. A Renovação da Teoria da Indústria Cultural em Prokop. In: Viana, Nildo (org.). Indústria Cultural e Cultura Mercantil. Rio de Janeiro, Corifeu, 2008.
Viana, Nildo. A Concepção Materialista da História do Cinema. Porto Alegre, Asterisco, 2009a.
Viana, Nildo. A Esfera Artística. Marx, Weber, Bourdieu e a Sociologia da Arte. Porto Alegre, Zouk, 2007.
Viana, Nildo. Cinema e Mensagem – O Significado Original e o Significado Atribuído ao Filme. No prelo, 2009b.
Viana, Nildo. Como Assistir um Filme? Rio de Janeiro, Corifeu, 2009c.
Viana, Nildo. Para Além da Crítica dos Meios de Comunicação. In: Viana, Nildo (org.). Indústria Cultural e Cultura Mercantil. Rio de Janeiro, Corifeu, 2008.
Artigo publicado originalmente na Revista Possibilidades.


* Este texto é uma adaptação sob a forma de artigo de uma entrevista publicada no seguinte endereço: http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=5175
** Professor da UFG – Universidade Federal de Goiás e Doutor em Sociologia pela UnB – Universidade de Brasília.
[1] Destacaríamos a obra inaugural da reflexão sobre indústria cultural, de Adorno e Horkheimer (1986) e alguns comentários contemporâneos: Santos (2008); Souza (2008); Viana (2008). Uma das melhores análises, no nível teórico, sobre o capital cinematográfico, é a de Prokop (1986).
[2] Sobre isso, consulte-se Viana (2009b).
[3] Existem também os documentários que ou focalizam aspectos do capitalismo ou apresentam uma concepção mais abrangente. O documentário Surplus, Erik Gandini (Suécia, 2003), por exemplo, coloca em questão o consumismo, apesar de partir de posições questionáveis (o primitivismo), assim como The Corporation, Mark Achbar (Canadá, 2003), que mostra a importância e força das grandes corporações.  Porém, não consideramos que o documentário seja um filme, pois este é uma obra de arte, logo, uma “expressão figurativa da realidade” (Viana, 2007) e por isso, tal como colocamos em outro lugar, não se caracteriza como filme (Viana, 2011).
[4] Este é o caso de vários filmes que são extremamente criticados, tal como Mulher-Gato, Jean Christophe Comar (EUA, 2004), por vários motivos, tal como sua pobreza formal (que, realmente, neste aspecto deixou muito a desejar), etc., mas revelam aspectos importantes da sociedade capitalista, tal como o capital farmacêutico e sua busca do lucro a qualquer custo (Viana, 2009c; Marques, 2011).
[5] Aqui citamos apenas os filmes de faroeste do cinema italiano, mas há filmes como os de John Ford, tal como No Tempo das Diligências (EUA, 1939); Vinhas da Ira (EUA, 1940), Como Era Verde Meu Vale (1941), que fazem parte da tendência de reprodução e crítica intencional do capitalismo.